Texto Expositivo - Críticas ao Clero (Farsa de Inês Pereira)
Na Farsa de Inês Pereira, de Gil Vicente, o clero é alvo de fortes críticas em diferentes momentos da peça, característica que é muito comum nas obras do dramaturgo, tal como o famoso Auto da Barca do Inferno.
Num primeiro
momento da obra, é apresentado o episódio de Lianor Vaz, em que, alegadamente, um
clérigo “se lança” à mesma, sem o seu consentimento, o que deixa Lianor sobressaltada.
Isto corresponde à libertinagem do clero, a qual é alvo de crítica por parte de
Gil Vicente.
Já perto do
final da peça, é-nos dado um outro episódio que envolve outro membro do clero,
nomeadamente a figura do Ermitão. Neste episódio, o autor visa a criticar a desprezo
do Clero perante o celibato, o qual se trata de um tema já criticado no Auto
da Barca do Inferno, onde Gil Vicente critica fortemente este grupo social
por não respeitar as suas funções, e por se envolver em assuntos que não lhe dizem
respeito, tais como tarefas militares. Além disso, através do encontro de Inês
com o Ermitão, o autor dá conta da corrupção moral que atinge a sociedade da
época, que corresponde, neste caso, ao adultério.
Concluindo,
Gil Vicente retrata e critica a libertinagem do clero e o seu desrespeito
perante o celibato, na Farsa de Inês Pereira, embora o autor já seja
conhecido por julgar o Clero noutras obras da sua autoria, entre muitas outras
críticas que faz à sociedade do seu tempo.
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