Texto Expositivo - Natureza n'Os Maias e nas Rimas

                  Tanto n’Os Maias, de Eça de Queirós, como nas Rimas, de Luís de Camões, nomeadamente na temática da representação da Natureza, a mesma surge como um forte indicador daquilo que será retratado na obra.

            N’Os Maias, a Natureza possui um papel muito forte em toda a obra, dada a especial atenção do autor ao Realismo e ao Naturalismo. Assim, a Natureza é descrita com pormenor, os quais servem como indícios para aquilo que haverá de acontecer, através de uma analogia ao estado de espírito das personagens.

            Já nas Rimas, a Natureza é descrita como um locus amoenus (cenário luminoso, verdejante e belo), que pode assumir três funções, nomeadamente os de cenário do poema, de confidente do sujeito poético e de espelho dos seus sentimentos. A última característica pode assumir um carácter de reflexo direto dos sentimentos do sujeito poético, ou de reflexo oposto, dependendo, assim, da mulher amada.

            Concluindo, a Natureza adquire um papel muito importante em ambas as obras, constituindo, assim, um mecanismo chave para a compreensão de cada uma delas, de formas muito semelhantes entre as duas.

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